Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Sicalis luteola(Sparrman, 1789)Nome em Inglês
Grassland Yellow-Finch
Tipio
O tipio é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como canário-da-horta e canário-pirrita (Ceará), mané-mago (Pernambuco), gaturão e canário-da-peste (PB), gaturamo, canário-do-chão e Canário-de-velame (RN).
Seu nome científico significa: do (grego) sikalis, sukallis or sukalis = pequeno; e do (latim) luteola, luteolus = amarelado. ⇒ Pequena (ave) amarelada.
Características
Mede 12,5 centímetros de comprimento. O macho distingue-se do canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola) por faltar-lhe o amarelo no píleo, porém possui um distinto desenho amarelo no loro e em torno do olho: garganta e ventre, também, são amarelo vivos, contrastando com uma estria malar e peito acinzentados e manto intensamente estriado a anegrado. A fêmea é parecida com o macho, porém com menos amarelo.
Possui voz fina e melodiosa, entoa estrofes fluentes e bem variadas, indo do agudo para o grave às vezes com trinados que lembram os do canário-do-reino (Serinus canaria), embora sejam muito mais fracos. Canta preferivelmente enquanto voa, deslizando mansamente para o solo com as asas obliquamente estendidas para cima e a cauda aberta.
tipio macho
tipio fêmea
tipio jovem
Subespécies
Possui oito subespécies:
Sicalis luteola luteola (Sparrman, 1789) - ocorre na Colômbia a oeste da Cordilheira dos Andes até a Venezuela, nas Guianas e no Norte do Brasil; Machos com a cabeça e dorso bastante estriados. A borda das penas dorsais é levemente amarelada. Ventre e crisso amarelos, sendo oliva na região peitoral. A região do uropígio é amarelo citrino. Asas e cauda marrom escuras, com a borda das penas esbranquiçadas. Fêmeas com o dorso muito estriado, garganta esbranquiçada, uropígio amarelado. Ventre e crisso amarelo pálido.
Sicalis luteola luteola
Sicalis luteola flavissima (Todd, 1922) - ocorre nas ilhas da foz do Rio Amazonas e na área adjacente do estado do Pará; Semelhante a S. l. luteola. Machos com os lados da cabeça amarelo oliva. O dorso é estriado. Região do uropígio mais amarelada do que em S. l. luteola. Ventre amarelado com as bordas da região do peito amarelo oliva. Asas levemente mais longas do que as de S. l. luteola. Fêmeas com a região da garganta amarelada.
Sicalis luteola flavissima
Sicalis luteola luteiventris (Meyen, 1834) - ocorre no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também no Peru, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina. No inverno, costuma migrar para o Nordeste. Machos muito estriados no dorso, região do uropígio amarelada, amarelo muito discreto na cabeça. Loros amarelos. Asa e cauda como em S. l. luteola. Região peitoral acinzentada, separando a garganta e o ventre, que são amarelo pálidos. Possui uma estria de cor cinza na região malar. Fêmeas com o uropígio um pouco mais claro, cabeça e dorso muito estriados. Coloração amarela no loro. Também possui estria malar e a faixa cinzenta do peito é menos definida.
Sicalis luteola luteiventris
Sicalis luteola chapmani
Sicalis luteola mexicana (Brodkorb, 1943) - ocorre na costa do Oceano Pacífico do Sul do México até os estados de Puebla e Morelos;
* Sicalis luteola eisenmanni (Wetmore, 1953) - ocorre na costa do Oceano Pacífico até a Costa Rica em Guanacaste e no Panamá na região de Coclé;
* Sicalis luteola bogotensis** (Chapman, 1924) - ocorre a Leste da Cordilheira dos Andes da Colombia até a Venezuela, Equador e no Sul do Peru.
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Reprodução
Hábitos
Vive nos campos limpos, tanto secos quanto úmidos. Corre pelo chão sempre em bandos, mesmo na época de reprodução. Quando migra, reúnem-se às centenas em moitas de taquara para dormir.
Bando de tipio
Distribuição Geográfica
Distribui-se por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Ceará.
Na Amazônia existe apenas em certas áreas campestres, como por exemplo Marajó. Ocorre do México e América Central áté a Argentina. Nos Andes, até a 3000 metros de altitude.

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Galeria de Fotos